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Brasil sem armas

1. Desarmar é o primeiro passo
2. O que diz o Estatuto do Desarmamento
3. Uma vitória dos brasileiros
4. População apoia a Campanha de Entrega Voluntária de Armas

Desarmar é o primeiro passo

Você sabia ...

... que a cada 12 minutos um brasileiro
morre vítima de arma de fogo?

... que segundo a ONU os brasileiros correm quatro vezes mais riscos de morrer por arma de fogo do que a média dos demais países?

... que a guerra do Vietnã matou cerca de 46 mil americanos em 14 anos, de 1961 a 1975?

... que cerca de 40 mil brasileiros morreram vítimas de arma de fogo em 2002 (conforme a Secretaria Nacional de Segurança Pública - Senasp), ou seja, que temos quase um Vietnã por ano no Brasil, sem estar em guerra?

... que as maiores vítimas de violência no Brasil são jovens na faixa dos 15 aos 24 anos?

... que o índice de crianças e jovens flagrados com armas de fogo cresceu mais de 30% no DF, nas duas últimas décadas?

... que quem usa arma de fogo tem 56% a mais de chance de ser assassinado em situação de roubo, em comparação com as vítimas desarmadas?

Os números colocam o Brasil em primeiro lugar no ranking dos países onde mais se mata com arma de fogo, no mundo, segundo a ONU. Uma liderança vergonhosa e inaceitável. Motivo de sobra para levar qualquer brasileiro a defender o desarmamento.

No Distrito Federal, como no restante do país, na maioria das vezes quem atira e mata não era assaltante nem tinha relação com o crime. Compra a arma sob o pretexto de se prevenir contra a violência, mas o instrumento da morte acaba sendo usado para resolver conflitos que deveriam ser solucionados com o diálogo, ou na Justiça. Ou entra em brincadeiras fatais de jovens, como as roletas-russas. Ou em suicídios. Ou é roubado por bandidos. Em poucos segundos, o dono do instrumento da morte vira um criminoso. Ou uma vítima.

O Convive defende o desarmamento como o primeiro passo na luta contra a violência que rouba o futuro do brasileiro. Entende que outras medidas têm de ser tomadas de forma decisiva, como um maciço investimento em políticas públicas para a infância, a juventude e a família; a modernização e valorização das forças de segurança pública; a agilização do Judiciário; o aperfeiçoamento da legislação, dentre outras.

A população brasileira está em busca de paz, segurança e justiça. Quer ver medidas concretas para acabar com a violência. Por isso, defendeu o a aprovação do Estatuto do Desarmamento, finalmente transformado em Lei em 23 de dezembro de 2003.

E, para mostrar que não ficar só no discurso, o Convive apoiou desde o início a Campanha de Entrega Voluntária de Armas. Uma das medidas mais importantes do Estatuto, a campanha já tirou de circulação mais de 500 mil armas em todo o Brasil e fez diminuir pela primeira vez nas últimas duas décadas o índice de mortalidade por arma de fogo.

Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) que acompanham cientificamente os índices de mortalidade por arma de fogo no país já registram mais de 5.000 vidas poupadas desde a edição do Estatuto do Desarmamento em dezembro de 2003. Uma vitória da sociedade organizada.

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CONVIVE – Comitê Nacional de Vítimas da Violência.
http://www.convive.org.br

Desarmamento
Armas de Fogo: proteção ou risco?
Antônio Rangel Bandeira e Josephine Bourgois – VivaRio
Desarmamento: evidências científicas
Marcos Rolim
Mortes Matadas por armas de fogo no Brasil
Julio Jacobo Waiselfisz – ONU
Impacto da campanha do desarmamento no índice nacional de mortalidade por arma de fogo
Ministério da Saúde (MS) – Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS)
Vidas poupadas
Unesco – Ministério da Saúde (MS)
Fontes de Abastecimento do Mercado Criminal de Armas
Secretaria de Segurança Pública – Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro

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